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Tropa de Choque da PM entra na Penitenciária de Alcaçuz
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 Posted by Silvano Silva ✔


NATAL — As tropas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) entraram por volta das 15h desta quarta-feira no presídio de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal, para dar início à triagem de cerca de 200 presos ligados à facção 'Sindicato do RN', que serão transferidos para o Presídio Estadual de Parnamirim (PEP).
A entrada do presídio foi isolada e familiares de presos que estavam no local foram retirados. O helicóptero da Polícia Militar sobrevoa a unidade para dar apoio à ação. No início da tarde desta quarta-feira houve intensa negociação entre policiais que atuam nas guaritas da penitenciária e presos para a operação.
Na terça-feira, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), afirmou que a Polícia Militar só entraria na prisão "em caso de extrema necessidade", para evitar um massacre.
— Se a polícia entrar dentro do presídio, pode haver novas mortes, confrontos policiais, aí vai ser um novo Carandiru. Temos que evitar isso. Vamos entrar em casos de extrema necessidade — ressaltou Faria, ontem.
Pela manhã, a Secretaria estadual de Segurança do Rio Grande do Norte transferiu 119 detentos do Presídio Estadual de Parnamirim (PEP), na região metropolitana de Natal, para o Complexo Raimundo Nonato, na Zona Norte da capital potiguar. A intenção do governo é fazer uma remanejamento de presos nas unidades para acomodar parte dos detentos de Alcaçuz.
Parentes de presos acompanham a rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz - ANDRESSA ANHOLETE / AFP
Os detentos do PEP já chegaram na unidade da Zona Norte, onde 530 presos estão custodiados. Fontes afirmam que internos de Alcaçuz serão transferidos para o PEP, mas ainda não se sabe oficialmente quantos, nem em quais condições isso ocorrerá.
Os cinco chefes da facção que comandou o massacre de Alcaçuz pediram a transferência deles para presídios federais. De acordo com o delegado-geral adjunto, Correia Junior, eles falaram pouco no depoimento, mas deram "informações importantes" à polícia.
O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) do Rio Grande do Norte identificou até esta quarta-feira sete dos 26 corpos de detentos mortos durante guerra entre facções na Penitenciária de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. A maioria (15) foi decapitada, e dois foram carbanizados. Segundo o instituto, o trabalho de identificação dos cadáveres pode demorar até um mês.
O Globo

Silvano Silva ✔

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