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By Silvano Silva ✔ | quinta-feira, 29 de setembro de 2016 | Posted in | With 0 comments

Uma série de assassinatos de candidatos domina a campanha para as eleições municipais do próximo domingo no Brasil e provoca temores de que as tensões políticas enveredem por territórios perigosos.

Os crimes se concentram principalmente no Rio de Janeiro, com 15 assassinatos de candidatos a prefeito ou vereadores nos últimos nove meses, ainda que grandes atentados tenham ganhado as páginas principais durante esses dias.
Um candidato à Prefeitura de Itumbiara, em Goiás, José Gomes Rocha, e um policial foram mortos a tiros nessa quarta-feira (28), durante uma carreata da campanha onde o atual governador do estado participava, José Eiton Júnior, que ficou gravemente ferido. O agressor, identificado como um funcionário da Prefeitura, foi morto.
Em Minas Novas, Minas Gerais, o prefeito e candidato Gilberto Gomes da Silva foi baleado também na quarta-feira por um motociclista, mas saiu ileso.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, prometeu impulsionar a "investigação dos possíveis atentados políticos contra candidatos".
O candidato de Itumbiara pertencia ao PTB (direita) e Gilberto Gomes da Silva é um dos líderes do PPS (esquerda).
As autoridades mobilizaram 20 mil militares para proteger os comícios, com especial atenção a 266 municípios de onze Estados.
Uma opção recebida em muitos casos com ceticismo, dado que "os aparelhos repressivos do Estado não entendem os conflitos dessas comunidades e, por causa disso, são ineficazes", afirmou o cientista político e juiz João Batista Damasceno, citado nesta quinta-feira pelo jornal O Dia.
Os brasileiro irão eleger em 2 de outubro - com o segundo turno marcado para o dia 30 - mais de 5.500 prefeitos, em um ambiente político marcado pela recente destituição da presidente Dilma Rousseff, substituída por seu vice-presidente, do PMDB-RJ (centro-direita), Michel Temer.
Milícias e lutas por territórios no Rio
No Rio de Janeiro, o assassinato na segunda-feira do presidente da escola de samba Portela e candidato a vereador voltou a evidenciar o papel das milícias.
Marcos Vieira de Souza do PP (direita), conhecido como Falcão, de 52 anos, foi morto por desconhecidos em Madureira. Falcão foi preso em 2011 sob suspeita de pertencer à milícia que opera em Madureira, bairro da escola de samba, mas a justiça o declarou inocente.
"Estamos assistindo uma série de assassinatos no subúrbio do norte do Rio e tudo indica que há uma conexão entre interesses políticos em conflito e as milícias", disse à AFP Michel Misse, especialista em assuntos de violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
No total, 15 candidatos ou pessoas relacionadas às campanhas eleitorais foram mortos na Baixada Fluminense, pobre subúrbio da zona norte da cidade.
As milícias são herdeiras dos "esquadrões da morte" que na época da ditadura militar (1964-1985) "eram contratadas por comerciantes ou chefes políticos para 'limpar' a Baixada de pequenos delinquentes ou adversários incômodos", relembra outro especialista do tema, Ignácio Cano, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Atualmente, os milicianos - policiais e ex-policiais - expulsam os traficantes de droga e cobram por seus serviços.
"É um negócio muito lucrativo, como o do tráfico, e (seus participantes) entram na política porque têm necessidade do poder para se proteger e aumentar seus territórios", aponta a pesquisadora Alba Zaluar, da Uerj.
Segundo o jornal O Globo desta quarta-feira, as milícias cobram até 120.000 reais para candidatos que queiram fazer propaganda em áreas sob seu controle.
O delegado Giniton Lages, que investiga 13 dos 15 assassinatos, explica: "A milícia (...) está relacionada com o poder público e diversifica seus negócios. E seus membros têm que matar para se impor".
Diversificar os negócios
As milícias oferecem também diversos serviços aos moradores das regiões abandonadas pelo Estado, na busca de consolidar seu poder.
Serviços alternativos de transporte ou de segurança, venda de bujões de gás, instalação de Wi-Fi são algumas das atividades propostas. "Com bons contatos nas prefeituras, fica fácil bloquear uma batida policial" que procura freá-las, afirma um líder político, que pediu anonimato.
"Nossas instituições não estão percebendo, ou não querem ver, a profissionalização do crime" nem "a exportação para outros estados do modelo de facções e milícias, criado no Rio de Janeiro e em São Paulo", adverte o jornalista Chico Regueira, do jornal O Globo, em um editorial intitulado "Narcoestados, presente ou futuro?".
Com o Paraiba.com.br 
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments



Vestido com a camisa do Botafogo-PB, que nesta quarta-feira comemora 85 anos de fundação, o governador Ricardo Coutinho (PSB) gravou um vídeo fazendo um chamamento à torcida para encher as dependências do Estádio Almeidão na próxima sexta-feira (30), quando o Belo enfrentará o Boa Esporte-MG, às 21h, no jogo de ida da fase de mata-mata da Série C do Campeonato Brasileiro.
“Sexta-feira que vem, 21h, nós vamos ter o maior jogo dos últimos 27 anos em termos de importância. É o jogo que vai nos dizer se o Botafogo-PB volta para a Série B, dando continuidade a uma caminhada que já nos deu o título da Série D, que agora estamos disputando o acesso para a Série B e exatamente contra o Boa Esporte”, enfatizou Ricardo.
“Nós precisamos ganhar o jogo aqui dentro, e ganhar bem e bonito, para poder segurar o resultado lá na partida de volta… A gente só pode fazer isso se tivermos muita gente no estádio. O estádio precisa ficar pequeno para a torcida do Botafogo-PB, para que a gente possa ter o apoio necessário ao time.”, completou o governador.
Para Ricardo, a vitória do Botafogo-PB representará a vitória da Paraíba. “Não é só o Botafogo-PB, é a Paraíba que está em campo, por isso, eu estou aqui como paraibano, fazendo um chamamento ao lado de muitos outros chamamentos que estão sendo feitos”, enfatizou.
Saiba mais
O duelo de sexta-feira contra o Boa Esporte é o primeiro dos dois jogos mais importantes da temporada para o Botafogo-PB. Um dos principais de sua história, pois o confronto é pelas quartas de final da Série C do Brasileirão e quem avançar vai jogar a Série B de 2017. A procura por ingressos para a partida tem sido intensa entre os torcedores botafoguenses. O primeiro lote de 4 mil ingressos acabou logo no primeiro dia de vendas, na última segunda-feira (26). O vídeo foi gravado pela TV Torcedor.
Veja o vídeo:
Paraíba Já
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments
Roberto Feliciano (PSB), prefeito e candidato à reeleiçãoRoberto Feliciano (PSB), prefeito e candidato à reeleição
Pesquisa realizada pelo Instituto Opinião, contratada pelo Portal MaisPB, mostra que se as eleições fossem hoje no município de Sapé, Região da Mata, o prefeito Roberto Feliciano (PSB) seria reeleito com 39,5% dos votos, contra 27,8%, do segundo colocado, João Clemente Neto (PSDB), conhecido como João da Utilar. A maioria gira em torno de doze pontos percentuais, o que representa, pelo eleitorado do município, uma projeção cerca de 4.500 votos de vantagem.
Em terceiro lugar está Juscelino do Peixe (PMDB), que tem 10,5%, seguido do último colocado na disputa, Josivaldo da Caixa (PRB), com 3,8%.
Brancos, nulo ou nenhum somam 3,53%. Os indecisos ou não sabem são 14,9%.
pesquisasapeestimulada
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, quando não são citados os nomes dos candidatos, Roberto Feliciano também aparece em primeiro com 38,3%. João tem 26%, Juscelino do Peixe 9,8% e Josivaldo da Caixa 2,8%. Brancos, nulo ou nenhum também somam 3,5%. Os indecisos ou não sabem 19,6%.
Rejeição
Já no quesito rejeição, em quem o eleitor não votaria de forma alguma, João da Utilar lidera com 31,5%. Roberto Feliciano tem 27,5%, Juscelino do Peixe 7,3% e Josivaldo da Caixa 4,5%. Rejeitam todos soma 2,8% e não rejeita nenhum 26,4%.
Registro indeferido
João da Utilar, ex-prefeito e segundo colocado na pesquisa, teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), na última quinta-feira (22).
O pedido de impugnação foi feito pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), com base na prisão de João em junho de 2012 durante a operação “Pão e Circo”.
Avaliação da administração Roberto Feliciano
A pesquisa aponta também que 52,8% da população de Sapé aprovam a gestão do prefeito Roberto Feliciano e 37,3% desaprovam. Não sabem ou não responderam 9,9%.
Aprovação de Ricardo
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB). Os dados mostram que o socialista tem 68,5% de aprovação da população e 15,3% de desaprovação. Não sabem ou não responderam 16,2%.
Dados técnicos
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o protocolo PB-08704/2016. Foram ouvidas 400 pessoas nas zonas urbana e rural do município, nos dias 23 e 24 de setembro de 2016.
As entrevistas foram realizadas nas seguintes localidades: Agrovila, Assentamento Boa Vista, Barra Antas, Bela Vista, Buracão, Caixa d’água, Centro, Cidade Cristã, Cuba de Baixo, Cuba de Cima, Cuité, Distrito Industrial, Estivas, Inheuá, Jardim das Águas, José Feliciano, Lagoa do Félix, Morena, Mutirão, Nova Brasília, Pacatuba, Padre Gino, Pedra do Rio Seco, Renascença, Renato Ribeiro, Renê Baunilha, Santa Luzia, São Francisco, Sapucaia, Sousa, Terra Nova, Usina Santa Helena, Várzea Grande e XXI de Abril.
O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos.
Com oMaisPB
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments

O Tribunal Regional Eleitoral negou, nesta quinta-feira (29), pedido de tropas federais para a cidade de Mari, na Zona da Mata paraibana.
O pedido foi feito pela juíza e a promotora de Sapé após o prefeito e candidato a reeleição, Marcos Martins (PSB), alegar que sofreu tentativa de assassinato.
Tanto o relator da matéria como o membro do Ministério Público entenderam que a Polícia Militar, Civil e Federal teriam condições para manter a segurança e a ordem na cidade.
Além do mais, a corte considerou tardia uma solicitação para o pleito do próximo domingo (2). Todos os membros da corte acompanharam o relator.
Com o Pbagora
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments

Na noite desta quarta-feira (28) recebemos a informação de que tentariam contra a vida do prefeito Marcos Martins, candidato a reeleição pelo (PSB).
 A rotina do candidato durante a noite era de caminhada e em seguida comício no centro da cidade.
Orientando a assessoria a preservar a vida do candidato não permitindo a sua participação nos eventos, foi aceita apenas a orientação quanto a caminhada, assim sendo, foi montada uma estratégia de segurança para o comício.
Ao término das falas e final do evento, um indivíduo aproximou-se do candidato tentando contra sua vida com uma faca em mãos, de imediato foi contido e preso.
Os eleitores ainda tentaram tirar o elemento das mãos dos Policiais para o lixamento, tendo a viatura evadido do local preservando a vida do acusado, apresentando-o em Delegacia na cidade de Sapé onde foi autuado por tentativa de homicídio.

3Cia!!!
Preservação de vidas!

Da Redação
do Portal Umari
Com Informações do Capitão: M.Lima
By Silvano Silva ✔ | domingo, 25 de setembro de 2016 | Posted in | With 0 comments
 
 
camara_mari_pbOs vereadores de Mari, cidade da região da Zona da Mata da Paraíba, aprovaram na sessão ordinária da última quarta-feira (21)  um aumento de quase 100% nos salários para a legislatura de 2017 a 2020. Atualmente, o salário de um vereador em Mari é de cerca de R$ 3.500. Com o reajuste, o valor deve passar para R$ 6.200.  Também foram aprovados reajustes dos salários do prefeito, vice-prefeito e de secretários municipais.
 
O aumento de quase 100% foi proposto pela Mesa Diretora da Câmara. Dos onze vereadores, dois se abstiveram (Marcondes Baltazar e Magdiel Olinto), quatro não compareceram (Maria Zélia, Gugu Xavier, Vânia de Zú e Nado do Ônibus) e os demais votaram a favor do aumento (Léo Texeira, Dedé da Prefeitura, Zé Martins e Bonito).  A Câmara Municipal de Mari tem uma sessão por semana, realizada sempre às quartas-feiras.
Além do aumento dos parlamentares, o novo Presidente do Poder Legislativo Mariense a partir de 2017 poderá ter um aumento de 170%  do subsídio do vereador, podendo chegar a perceber dos cofres públicos a bagatela de R$ 16.740,00, salário maior do que o do prefeito que também ganhou aumento passando de R$ 12.000 para R$ 16.000.
Os salários do vice e dos secretários também ganharam aumento, passando para R$ 8.000 e R$ 3.200 respectivamente.
Veja a seguir a cópia do projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de Mari:
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Da Redação
Do ExpressoPB
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments

Policiais militares apreendem mais duas armas de fogo em Sapé No início da noite deste sábado (24) policitais militares da 3ª Companhia apreenderam mais duas armas de fogo na cidade de Sapé.

A primeira da noite foi apreendida após uma abordagem nas proximidades do açude, os acusados conseguiram fugir, mas abandonaram no local uma carabina e alguns quadros de motocicletas.

A segunda foi apreendida após uma abordagem à um indivíduo em uma motocicleta que trafegava na PB-073, na abordagem foi encontrado um menor portando um revólver.

As ações da polícia militar em Sapé totalizam 03 armas de fogo apreendidas em menos de 12h de serviço.

Todo material apreendido foi entregue na delegacia local.


PB Agora
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments

Nós
Teuda Bara em cena de Nós, manifesto contra as infâmias

Na quarta-feira 31 de agosto, dia do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, faltava cerca de meia hora para o início da peça Nós, quando as imediações do Teatro Sesc Consolação, em São Paulo, se transformaram em praça de guerra. Intoxicados por nuvens de gás lacrimogêneo, manifestantes perseguidos pela polícia encontraram refúgio nas portas abertas do teatro. Naquele momento, a acolhida dada pela instituição, por atores e equipe de produção do mineiro Grupo Galpão, cujo espetáculo só começou após a saída em segurança de todos os participantes do protesto, concretizou a metáfora do teatro como lugar de resistência.
Pouco depois da cena bélica ocorrida fora, outras batalhas assomaram ao palco. Quando aceitou o convite do Galpão para uma parceria, o diretor Marcio Abreu propôs a criação coletiva de um espetáculo político. Queria encenar as inquietações de cada ator, buscava extrair as reações individuais a pressões de toda ordem e pedia a cada intérprete condensá-las num manifesto.
As reuniões começaram em 2014, muito antes de o cenário político se transformar num pesadelo protagonizado por uma farsa. E eis que questões abordadas na dramaturgia de Nós, referência tanto a cada um como aos entraves sociais, tornaram-se incrivelmente atuais.
“Quando criamos o espetáculo, o golpe estava longe”, diz a mineira Teuda Bara, figura fundamental do Galpão, companhia que ajudou a fundar e caminha para 34 anos de existência. “Assim que o diretor nos instigou a pensar sobre nossa responsabilidade acerca de questões políticas que nos incomodam, perdi o sono e o sossego. Muitos são os incômodos, a falta de liberdade, a solidão urbana, o racismo, a intolerância, a violência, a corrupção, o machismo, o preconceito.”
A atriz se pôs a refletir sobre a interminável lista de absurdos a assaltar a humanidade todos os dias. Primeiro pensou em falar sobre a calamidade das 276 meninas sequestradas e mantidas em cativeiro na Nigéria, em 2014. “Ninguém faz nada.” Depois uma tragédia ambiental e humana local se impôs. O rompimento criminoso da barragem da mineradora Samarco deixou-a indignada. Parecia claro que a lama não se limitava à que soterrou a histórica Mariana. 
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Elias Andreato à espera de Godot. Para ele, o jogo social violento não muda. ( João Caldas)
Aos 75 anos e desde os 20 no teatro, Teuda participou de muitas manifestações contra a ditadura na década de 1960. “Fui em tudo quanto era protesto, torci tornozelo ao fugir de bomba, pedra, cavalo, fui às missas do Frei Betto.” Nascida em família tradicional, pai severo a sonhar com a filha como fina dama da sociedade e mãe a querê-la religiosa de convento, decidiu transgredir.
“Não tinha outro jeito.” Abraçou a causa hippie, trocou o curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de Minas Gerais pelo teatro, teve dois filhos e se negou a casar e recusou convite do próprio Chacrinha para integrar o elenco do programa com a seguinte explicação: “Não posso, sou comunista”. 
Como muitos outros colegas de ofício, no auge da repressão enfrentou o constrangimento de representar para os censores. “Sabe o que é ter de fazer uma comédia para eles darem o aval ou não? Fazer gracinha para o censor e ouvir coisas como ‘esse figurino não pode, aquela fala não pode’, isso na véspera do espetáculo. E caminhamos para isso. Essa história de o filme Aquarius ser classificado para maiores de 18 anos é censura (uma semana depois da decisão polêmica, o Ministério da Justiça voltou atrás). É assim que começa.”
Em Nós, cuja dramaturgia foi construída em torno de seu personagem, Teuda revive parte do clima de revolta dos anos de chumbo ao se unir a outras vozes a se indagar sobre o modo como a sociedade adoeceu a ponto de cometer e permitir descalabros como o assassinato de cinco meninos negros, fuzilados dentro de um carro por PMs do Rio de Janeiro em 2015. Na condição de cidadã, revolta-se com a violência da polícia contra os manifestantes a gritar “Fora Temer” Brasil afora. “O cara sendo espancado, a moça que perdeu o olho, temo que tudo isso possa degringolar ainda mais.”
Da plateia do Tucarena, Elias Andreato observa os testes de luz para Esperando Godot, que acaba de estrear e cuja temporada vai até 27 de novembro. No palco, as setas de um relógio fictício a tiquetaquear silenciosas a passagem do tempo. O ator de 61 anos de idade e 45 de carreira reflete sobre a atual fase conturbada e traça um paralelo com as questões propostas pela grande obra do irlandês Samuel Beckett nos anos 1950.
“Quando se vive um momento político e social com este impacto, você repensa seu papel de artista. Talvez meu papel não esteja no discurso, na rua. Talvez minha contribuição se dê por meio de meu ofício, da minha arte.” Ao artista, diz, cabe ficar atento e pensar o mundo do ponto de vista humano e do mais fraco, sempre. “Se temos essa sensibilidade, se estudamos o homem, temos de usá-las para isso.”
Andreato ainda não havia encenado Godot por completo, somente fragmentos. Na montagem atual, enfrenta o desafio e colhe a satisfação de atuar e dirigir, condição na qual tem de sair de si mesmo para valorizar o outro. Ele vê nisso uma beleza revestida de generosidade aprendida no convívio teatral. “É lindo ver o outro brilhar.”
Ao lado de Claudio Fontana, no papel de Vladimir, ele é Estragon, ambos a esperar por alguém ou algo que talvez jamais venha, talvez não exista, talvez tenha passado e ninguém notou. Os figurinos de Gabriel Villela, ao avesso, são referência ao interior dos personagens.
Uma das grandes questões a demonstrar a atemporalidade do texto se manifesta quando entram em cena Pozzo (Raphael Gama) e Lucky (Clovys Torres), patrão e empregado. “Pozzo é esse personagem poderoso que traz o outro na coleira, submisso, a quem só é permitido pensar quando lhe colocam um chapéu. É um pouco do que vivemos, desse sistema capitalista que gera tudo em razão do poder, esse jogo social violento vinculado a uma camada da sociedade a nos manipular o tempo todo. Essas relações não mudam e por isso Godot é pertinente sempre.”
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Celso Frateschi em O Subsolo. Atualidade de Dostoiévski soa espantosa (Christiana Carvalho)
O diretor, que do mesmo modo como Teuda foi forçado a fazer espetáculo particular para censor, participou de passeatas contra o regime autoritário e experimentou frustração e revolta diante da censura a muitos espetáculos, entre os quais à peça Artaud, o Espírito do Teatro (José Rubens Siqueira), cujo elenco integrou em 1984, enxerga a sociedade atual como mais organizada e fortalecida. “Ao menos é possível se manifestar, discutir a questão da violência policial. Na ditadura isso não acontecia.”
Depois de levar ao palco O Sonho de um Homem Ridículo e O Grande Inquisidor, Celso Frateschi completa a Trilogia do Subterrâneo, de Fiódor Dostoiévski, com o monólogo O Subsolo, inspirado em Memórias do Subsolo, do escritor russo.
No intimismo do Espaço Ágora, o ator e dramaturgo incorpora o homem ressentido que culpa o mundo de tudo, se culpa e mostra sem pudor seus instintos em choque com a sociedade. “Talvez este texto nos ajude a explicar a relação com essa atitude fascista para a qual caminha nossa sociedade, formadora desse caldo autoritário. Dostoievski vai fundo nessas áreas da existência e na relação com o poder.”
Segundo Frateschi, os recentes acontecimentos na política tornaram o texto de uma contemporaneidade assustadora. “Não imaginávamos que as frases fossem ecoar de forma tão violenta.” Ele considera função primordial do teatro constituir-se espaço privilegiado para o debate de ideias, lume a abrandar a escuridão. “Vivemos momentos tristes nos quais o teatro foi um local de resistência que permitiu a discussão mais livre, mais aberta, de forma mais contundente.”
Hoje, acredita, novamente o teatro é instrumento para a construção de um conhecimento específico. “De alguma forma, O Subsolo nos mostra o embate entre a pulsão animal e a civilização. A direita apela para esse impulso mais emocional porque é fácil estimular o ódio, ele está na nossa ancestralidade, enquanto controlá-lo é um processo civilizatório difícil. Eliminar o outro como forma de acabar com o problema é algo muito estimulado pela mídia e pelos discursos de quem usurpou o poder.” 
*Publicado originalmente na edição 919 de CartaCapital, com o título "Um lume na escuridão". Assine CartaCapital.

 Com a cartacapital.com.br
By Silvano Silva ✔ | sexta-feira, 23 de setembro de 2016 | Posted in | With 0 comments

Está acabando prazo para desativar a integração do WhatsApp com o Face
 Está chegando ao fim o prazo dado pelo WhatsApp para desativar a integração do mensageiro com o Facebook, empresa que é dona do aplicativo. Conforme os novos termos do aplicativo, os usuários têm somente até este sábado, dia 24, para impedir o compartilhamento de dados entre os serviços. Quem não realizar o procedimento dentro desse período, automaticamente aceitará a integração e não poderá voltar atrás.

O mesmo acontece com os usuários que criaram conta no WhatsApp após 25 de agosto, data em que a atualização dos termos de serviço foi divulgada. Para estes, não haverá nenhuma opção para impedir a troca de informações.

A justificativa do WhatsApp é que a mudança irá melhorar as experiências com anúncios e produtos no Facebook. No novo texto da política de uso, a companhia afirma que a medida ajudará a “combater spam entre os aplicativos, dar sugestões sobre o produto, mostrar anúncios relevantes”. O documento assegura ainda que “o Facebook não usará suas mensagens do WhatsApp por qualquer motivo que não seja nos auxiliar na operação e na execução dos Serviços”.

Como desativar o compartilhamento de dados

Independentemente das intenções do WhatsApp, os usuários que possuem conta anterior ao dia 25 de agosto e não querem que suas informações do mensageiro sejam compartilhadas com o Facebook ainda podem desativar a integração. Para isso, siga os passos abaixo.

Passo 1. Abra o WhatsApp e toque nos três pontinhos para abrir o menu principal. Com as opções expandidas, selecione “Configurações”.

Passo 2. Na tela de configurações, entre em “Conta”. Note que a opção “Compart. dados da conta” está marcada. Dê um toque na caixa de seleção para desmarcá-la.

Passo 3. Será aberta uma caixa de mensagem perguntando se você não deseja utilizar os dados da conta do WhatsApp no Facebook. Toque em “Não compartilhar” para confirmar a desativação.

Passo 4. Por fim, o WhatsApp exibirá uma mensagem informando que os dados da conta não serão usados pelo Facebook.


Compartilhamento de dados é controverso

Além de desagradar grande parte dos usuários, a mudança nos termos de uso suscitou dúvidas em relação à transparência do WhatsApp. Isso porque diversas pessoas relataram ser comum conversar com alguém no mensageiro e logo em seguida o contato aparecer como sugestão no Facebook. O fato pode ser um indício de que o compartilhamento de dados já está ocorrendo mesmo antes do prazo dado pela empresa, o que gera incerteza sobre se a escolha de desativar a integração será respeitada.

Procurado pelo TechTudo, o escritório do WhatsApp no Brasil informou que "quando você opta por não fazer o compartilhamento dos dados, não poderá reverter essa decisão depois". Ele também esclareceu que "não temos como precisar um horário exato [para o fim do prazo], pois essas atualizações vão rodando e não são automáticas para todo mundo ao mesmo tempo".


Tech Tudo
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments

Polícia recupera computadores furtados de escola estadual no Brejo da Paraíba
 A Polícia Civil, por meio da 8ª Delegacia Seccional de Guarabira, na região do Brejo, recuperou, no final da manhã desta quinta feira (22), 25 computadores novos e vários objetos furtados da Escola Normal Osvaldo Trigueiro de Albuquerque e Melo, que fica no centro da cidade de Alagoa Grande. O material levado pelos ladrões na madrugada da quarta-feira (21) está avaliado em mais de R$ 300 mil. Um dos suspeitos do roubo foi preso.


No registro da ocorrência, a diretora da escola disse que foi informada do furto às 6h30 da manhã e quando chegou na unidade de ensino viu os portões abertos e os cadeados das portas serrados. Segundo ela, os ladrões teriam revirado os objetos das salas e levado, monitores, centrais de processamento de computadores, uma roçadeira, um botijão de gás e parte da merenda do colégio. Os computadores furtados seriam instalados no novo laboratório de informática da escola.


Durante os levantamentos realizados no local, os agentes de investigação descobriram que o crime teria sido praticado por três pessoas que chegaram à escola em uma carroça. Entre os suspeitos estava um ex-presidiário que cumpriu pena por roubo. Ele foi visto passando pelo colégio na noite do furto. Está informação ajudou na localização do suspeito, que foi preso no inicio da manhã desta quinta-feira. Durante o depoimento na delegacia o ex-presidiário informou onde o material roubado estava.


“Ele levou nossa equipe até o assentamento Maria da Penha I e lá encontramos em um local ermo no meio do mato próximo a um açude tudo que foi furtado da escola. Ele falou que pretendia vender os objetos por 70 mil reais, mas não informou a quem. Com a prisão desse suspeito conseguimos identificar os outros dois envolvidos com o crime. Agora vamos entregar o material apreendido e continuar as investigações para descobrir o paradeiro dos outros dois, um deles inclusive é menor”, disse o delegado responsável pelo inquérito, Danilo Orengo.


PB Agora
By Silvano Silva ✔ | | Posted in | With 0 comments

Foto: Vitor Oliveira
A participação do Botafogo-PB na Copa do Brasil de 2016 terminou de forma histórica, assim como foi toda campanha. Pela primeira vez nas oitavas de final da competição, o Belo venceu o Palmeiras, líder da Série A do Brasileiro, por 1 a 0, mas por ter perdido a partida de ida, em São Paulo, por 3 a 0, acabou sendo eliminado. O gol do jogo foi marcado por Marcinho.
Melhor em campo durante pelo menos dois terços do jogo, o time pessoense conseguiu impor seu futebol, e em algum momento mostrou-se satisfeito em ser eliminado sem vencer. Buscou a vitória o tempo inteiro, e foi premiado com o gol aos 30 minutos da segunda etapa.
O treinador Itamar Schulle montou um esquema tático que neutralizou os pontos fortes da equipe palmeirense, que pouco criou durante os 90 minutos, e que veio para jogar com o regulamento embaixo do braço. Com Gustavo solto na lateral direita, Djavan fazendo a cobertura no setor, David Luís mais preso na esquerda, com Sapé como um carrapato no pé de Cleiton Xavier, o Palmeiras não conseguia jogar, enquanto Pedro Castro comandava o meio campo de jogo, com Marcinho e Carlin
A primeira boa chance do jogo veio com o Botafogo-PB. Aos 9 minutos Carlinhos puxou contra ataque em velocidade pela esquerda, avançou e virou para Warley na direita. O atacante invadiu a área e bateu cruzado, mas a bola saiu pela linha de fundo. Um minuto depois Pedro Castro achou Warley na entrada da área, ele abriu para Gustavo na direita. O lateral encheu o pé e mandou um chutaço na direção do gol, mas o goleiro Vagner espalmou a bola pela linha de fundo.
Aos 15 minutos nova chance botafoguense, desta vez de bola parada. Sapé cobrou falta da intermediária com muita violência. A bola foi no cantinho esquerdo rasteiro do goleiro Vagner, que foi buscar com a ponta dos dedos, espalmando a bola e evitando que o placar fosse aberto.
O Palmeiras apareceu no ataque aos 21 minutos. Zé Roberto avançou pelas costas da defesa e encontrou Lucas Barrios dentro da área. O atacante recebeu de costas, girou e bateu de perna esquerda sem muita força, e a bola passou ao lado esquerdo da meta botafoguense.
A resposta do time da Maravilha do Contorno não demorou. Marcinho recebeu de Gustavo na intermediária, chapelou o marcador e chutou de perna esquerda. A bola subiu muito e caiu de repente, assustando o arqueiro palmeirense, que teve que tocar na bola e mandar para escanteio.
O primeiro tempo se encerrou com o Botafogo-PB indo para cima do Palmeiras. Com mais posse de bola, a equipe paraibana controlava o jogo e rondava a área alviverde o tempo todo.
Segundo tempo
Com um ritmo um pouco mais lento na segunda etapa, Botafogo-PB e Palmeiras fizeram um jogo mais equilibrado após o intervalo. O time paulista, melhor preparado fisicamente, conseguiu equilibrar as ações, mas não criava perigo para Michel Alves.
Percebendo a situação, o Botafogo-PB mudou de formação, já que Itamar Schulle puxou David Luís para formar um esquema de três zagueiros junto com Plínio e Marcelo Xavier, deixando o meio campo mais povoado, e dando liberdade para Gustavo e Carlinhos pelas pontas. Desta forma, o time voltou a controlar mais a partida e rondar mais a área adversária.
E o Belo foi recompensado pela boa partida aos 30 minutos. Gustavo cruzou da direita, a bola foi no segundo pau e encontrou Carlinhos, que chutou de primeira. A bola desviou em Marcinho, enganou o goleiro Vagner e morreu no fundo do gol, para explosão da torcida botafoguense no Almeidão.
O segundo gol quase saiu aos 36, quando Marcinho fez boa jogada pela esquerda e encontrou Henik na intermediária. O volante chutou de primeira, mas a bola foi por cima do gol.
Já no fim do jogo, aos 44, chance clara do Belo ampliar o placar. Carlinhos apareceu na esquerda e cruzou para o meio da área. Plínio apareceu livre por trás da defesa e, na pequena área, errou o chute, não conseguiu acertar a bola, e desperdiçou grande oportunidade de colocar mais fogo na partida.
A derrota por 3 a 1 no placar agregado encerra a melhor campanha do Botafogo-PB na Copa do Brasil em sua história. O time chegou até as oitavas de final pela primeira vez, somando quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota. O foco agora é a Série C, onde o time enfrentará o Boa Esporte-MG pelas quartas de final, e em caso de classificação, garante vaga na segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
Ficha técnica
Botafogo-PB 1 x 0 Palmeiras (agregado 1 x 3)
Copa do Brasil 2016 (segundo jogo das 8as de final)
Estádio: Almeidão (João Pessoa)

Árbitragem: Jailson Macedo de Freitas; Elicarlos Franco de Oliveira, Jucimar dos Santos Dias
Gol: Marcinho (B)
Cartões amarelos: Sapé (B); Cleiton Xavier, Vitinho, Matheus Sales (P)

Botafogo-PB: Michel Alves, Gustavo (Saldanha), Plínio, Marcelo Xavier, David Luís; Djavan, Sapé (Henik), Pedro Castro, Marcinho; Carlinhos, Warley (Danielzinho). Técnico: Itamar Schulle.
Palmeiras: Vagner, Fabiano, Thiago Martins, Edu Dracena, Zé Roberto; Gabriel (Matheus Sales), Arouca, Cleiton Xavier (Vitinho); Allione, Rafael Marques, Lucas Barrios (Alecsandro). Técnico: Cuca.

Voz da Torcida 

By Silvano Silva ✔ | quinta-feira, 22 de setembro de 2016 | Posted in | With 0 comments



O novo modelo para ensino médio, apresentado nesta quinta-feira (22) pelo governo Michel Temer (PMDB), flexibiliza o currículo da etapa, acaba com a obrigatoriedade de disciplinas de artes e educação física e traz um incentivo à expansão do ensino em tempo integral. As mudanças serão levadas ao Congresso por meio de uma MP (Medida Provisória), para acelerar a tramitação legislativa.
O texto provoca a maior alteração já feita na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), de 1996. Parte das mudanças devem passar a ser aplicadas a partir de 2017, enquanto outras terão implementação gradual na rede de ensino.
O novo modelo vai prever flexibilização do percurso do estudante. Hoje, todos os alunos do médio devem cursar 13 disciplinas em três anos.
Com a mudança prevista na MP, somente parte da grade –equivalente a cerca de um dos 3 anos de aulas da etapa– será comum a todos. Para o restante, haverá a opção de aprofundamento em cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico.
Ao aluno caberá a escolha da linha que quer se aprofundar. Mas a oferta dessas habilitações dependerá das redes e escolas. Ao menos duas áreas, entretanto, devem ser oferecidas.
Uol