Benjamin demonstra indiferença após levar rasteira do tio Zé Maranhão em Mari
A
queda de braço envolvendo a luta pelos votos no clã Maranhão continua a
provocar desdobramentos na política paraibana. Tudo por conta da
rasteira dada pelo ex-governador José Maranhão (PMDB) no sobrinho, o
ex-deputado federal Benjamin Maranhão (Solidariedade), que numa lapada
só perdeu o apoio em Mari dos ex-prefeitos Adinaldo e Vera Pontes para o
seu tio.
Ao ser questionado pelo PB Agora sobre o assunto, Benjamin tentou transmitir que já conseguiu assimilar o golpe.

“Apoios
na proporcional se ganha e perde até próximo da eleição. Não para se
discutir e eu não vou estar polemizando por causa de um município. É um
caso isolado. Eu tenho atuação em mais de 70 municípios”, desabafou.
Não satisfeito, o deputado federal continuou com o seu desabafo: “Na dá
para contabilizar se terei prejuízos em um caso como este em que uma
pessoa deixa de votar comigo!”, pontuou, acrescentando que: “não é algo
decisivo”.
ENTENDA: A briga política entre o tio e sobrinho, que
disputam as mesmas bases eleitorais, começou e o clima não é dos
melhores entre o deputado federal Benjamin Maranhão(Solidariedade) e o
ex-governador Zé Maranhão(PMDB) que pretendem disputar as mesmas bases
na luta por uma cadeira na Câmara Federal no próximo ano.
A cidade de Mari na Zona da Mata paraibana é o palco da mais nova
discórdia política da família Maranhão, tudo por conta de uma rasteira
dada por Zé, que ‘tomou’ de ‘Benjinha’ o apoio do ex-prefeito Adinaldo
Pontes que anunciou mudar os planos e apoiar o patriarca da família
Maranhão na corrida sucessória.
Com amizades de décadas e mesmo sem mandato, Zé Maranhão, que mesmo com
mais de 80 anos apresenta muita disposição política, demonstrou um
grande poder de articulação e enfraqueceu a já combalida postulação do
sobrinho que ainda sonha com a reeleição e que também perdeu o apoio da
esposa de Adnaldo, a ex-prefeita Vera. Sem medo de reações negativas, Zé
Maranhão não poupou o seu sobrinho e deu um conselho: “Benjamim precisa
andar com suas próprias pernas, quando ele ainda era muito novo e
desconhecido na política da Paraíba, eu ajudei ele a entrar em diversos
municípios, tanto é que ele se elegeu duas vezes deputado federal, agora
esta na hora de Benjamim andar com suas próprias pernas”, disparou Zé
Maranhão ao Expressopb, demonstrando que não

está preocupado com a força da caneta do presidente doSolidariedade.
Sobre sua candidatura a deputado federal e o apoio de Adinaldo Pontes,
Maranhão disse que para ele é muito honroso receber o apoio do Gordo. “O
Gordo e Dona Vera são grandes baluartes do PMDB e para mim é muito
honroso receber o apoio deles aqui em Mari”, comemorou Zé, ironizando a
baixa no grupo político do sobrinho.
Para quem imaginava que o clima entre Zé e Benjinha iria ser amistoso,
estão redondamente enganados, resta saber como o sobrinho irá reagir a
mais essa defecção no seu grupo político. Zé Maranhão mostrou que está
mais vivo do que nunca. Sabendo de suas limitações, Benjamin terá que
agora buscar um novo ‘padrinho’, afinal de contas, Zé Maranhão já bateu
no peito e vê na reconquista do mandato uma questão de honra.

A
guerra na família Maranhão apenas começou o conflito que pode sepultar
os dois politicamente, afinal de contas os dois unidos seriam
imbatíveis, divididos nem tanto, pois Nietzshe pregava que: “Se ficar
muito tempo olhando para o abismo, o abismo olhará para você!”
PB Agora





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