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EJA: alunado terá espaço para ficar com os filhos nas escolas de João Pessoa
segunda-feira, 12 de maio de 2014 Posted by Silvano Silva ✔


Equipes técnicas e pedagógicas desenvolvem projetos para motivar o alunado. Na lista de atividades está o acolhimento de filhos da EJA, cursos de capacitação profissional e até o vale transporte gratuito.

Cerca de 40% dos alunos inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) atendidos na rede municipal de João Pessoa abandonam os estudos antes da conclusão do período letivo que nesta modalidade de ensino é de seis meses e realizada por ciclo. Para reverter o quadro, equipes técnicas e pedagógicas desenvolvem projetos para motivar o alunado. Na lista de atividades está o acolhimento de filhos da EJA, cursos de capacitação profissional e até o vale transporte gratuito.
Voltada para pessoas com 15 anos ou mais de idade que não tiveram acesso ou continuidade de estudo, na idade apropriada, a EJA proporciona a possibilidade do acesso a educação independente da idade do interessado. Este ano, 9.978 alunos se matricularam na EJA em 80 escolas municipais de João Pessoa. Os dados são da coordenadoria da EJA e foram levantados junto às escolas em abril último, contudo ainda podem ser alterados.
" Já temos novas matrículas. Na EJA a gente não fecha a possibilidade de matrículas de novos alunos, se ele chegar em junho a gente matricula e faz um acompanhamento para ver se ele tem a possibilidade de continuar e ao final do ano ser aprovado ou a gente continuar com ele para aproveitá-lo no ano seguinte naquela mesma série que ele se matriculou", esclareceu o coordenador da modalidade de ensino na capital, Adriano Soares.
Historicamente, a evasão escolar está atrelada à entrega da carteira estudantil para o aluno. Logo após receber o documento, que permite o pagamento da meia passagem no transporte coletivo público, a evasão acontece. O fato é confirmado pela diretora adjunta da escola municipal Anayde Beiriz, do bairro Cidade Verde, na capital, Maria Zélia dos Santos. Com 11 turmas e mais de 380 alunos, a unidade de ensino também confirma esta realidade. "Muitas pessoas procuram se matricular na EJA para conseguir a carteira estudantil. Quando conseguem o documento desistem de estudar e deixam de vir às aulas", declara.
O coordenador da EJA explica que desde 2012, o índice de evasão tem apresentado redução de 50% para percentuais que variam entre 40% e 35%. "A Escola Municipal Anayde Beiriz do Cidade Verde conseguiu, no ano passado, terminar com um índice de 40%. Já a escola Luiz Vaz de Camões, em Mangabeira, terminou com evasão de 25%. Aos poucos estamos criando estratégias e mecanismos para diminuir esta evasão na EJA", ressaltou Adriano Soares.
Na lista de projetos que vem apresentando resultados positivos está o acolhimento dos filhos da EJA. "Para os alunos que não têm com quem deixar os filhos, levá-los à escola enquanto estudam pode ser determinante para que não faltem às aulas", explica Adriano Soares. Segundo ele, 40% das instituições que oferecem aulas para jovens e adolescentes já implantaram a ação.
Para integrar o projeto é preciso informar a secretaria de educação municipal sobre a necessidade do alunado. Só após ser informada da demanda, o órgão vai destinar uma cuidadora para oferecer o atendimento à criançada de 3 a 12 anos. Caberá à escola a criação de um espaço e da infraestrutura necessária para atender a criançada, o trabalho é voltado basicamente para atividades recreativas e lúdicas.
"Enquanto os pais estão recebendo formação escolar, os filhos ficam com uma cuidadora que vai desenvolver atividades lúdicas com as crianças. Os pais voltam a se juntar com os filhos no momento do intervalo ou da merenda. Ao término, eles voltam a se separar e só se encontram novamente no encerramento das aulas" explica o diretor geral da Escola Anayde Beiriz, Marcos Freitas. Na unidade de ensino, em média 30 crianças participam do projeto.




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Silvano Silva ✔

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