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Cientista político minimiza uso das redes sociais para atração de votos e destaca uso para ‘fazer o trabalho sujo’
quarta-feira, 22 de outubro de 2014 Posted by Silvano Silva ✔


urna-redes-sociais1O cientista político, José Henrique Artigas, comentou em entrevista ao portal paraiba.com.br que as redes sociais se mostraram mais ativas que nas eleições passadas, mas que ainda não são um ‘ambiente que possa ser decisivo’, além disso, ele apontou o uso para ‘fazer o trabalho sujo’, pois não existe regulação dessa mídia.
Apesar de não ser um fenômeno inesperado, Artigas explicou que o emprego das redes sociais se mostrou mais ativo que nas eleições passadas, mas apontou que elas ainda não são um ambiente que possa ser decisivo no apoio aos candidatos. Mesmo havendo uma intensificação, para o cientista, as redes sociais são muito seletivas e o internauta acaba ‘sintonizado’ com pessoas que tem uma ideologia mais próxima, por isso a questão das intenções de voto não é tão forte quanto no rádio e na TV.
“Pesquisas feitas sobre o poder da internet, mostram que elas (as redes sociais)  tem um a importância relativa, mas que chega no máximo a 15%. “É pequena. Se observar a campanha de Obama qeu foi a que mais utilizou na história, as redes sociais, vemos que foi investido 8%, muito pequeno em relação a rádio e TV”, conta.
Para o cientista, as redes socias serviram para ‘fazer o trabalho sujo’. Coisas que a lei eleitoral não permite falar na TV e no Rádio é falado nas redes sociais. “Isso tem influenciado na rejeição dos candidatos, no ataque as pessoas sem provas, denúncias vazias, factóides e acabam recorrendo para a internet que é um espaço não controlado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, diz e completa: “O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o TSE tem vetado uma série de propagandas de ambas as candidaturas para colocar um limite, mas nas redes sociais essa regulação não existe”, frisa.
Quem se beneficiou da campanha nas redes sociais em âmbito nacional, foi o PT, pois, de acordo com Artigas, existe uma militância voluntarista, pessoas que individualmente resolvem fazer campanha, além da militância nas redes sociais mais aguerrida e voluntarista, não são contratados, mas fazem campanha.
“Elas tem um impacto que ainda não é decisivo, mas influente. Ao que parece, elas tem muito mais impacto para desconstruir candidaturas que para construir alternativas. São mais negativas que positivas para as candidaturas”, é a impressão que o cientista diz ter.

Com Paraiba.com.br

Silvano Silva ✔

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