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Epidemia de ebola poderia custar até U$ 32 bilhões em dois anos, segundo Banco Mundial
quinta-feira, 9 de outubro de 2014 Posted by Silvano Silva ✔


Além do sofrimento físico e emocional visível nas populações dos países da África Ocidental, a epidemia de ebola agora tem um alto custo econômico: US $ 32 bilhões. O valor consta no
novo relatório do Banco Mundial divulgado nesta quarta-feira (08), que apontou para os altos encargos que Libéria, Serra Leoa teriam de suportar em até dois anos caso não haja maiores ajudas por parte da comunidade internacional.
O cálculo levou em conta a inflação, escassez de alimento e desaceleração dos PIBs dos países africanos mais afetados pelo surto do vírus. O preço da mandioca na Libéria, por exemplo, subiu mais de 150% nos principais mercados da capital Monróvia em agosto. A nação é a que concentra maior número de casos da epidemia, que já matou mais de 3,8 mil pessoas em todo o mundo.
O presidente do Banco Mundial, Jim Kim, pediu ao Ocidente ajuda financeira de até US $ 20 bilhões, que segundo ele, seria o valor necessário para que a epidemia não se transformasse em pandemia.
As economias dos três países vinham crescendo nos últimos anos. Serra Leoa era a que tinha maior potencial de crescimento. Antes da eclosão, o FMI havia previsto que o país cresceria mais de 14% em 2014. Já a economia da Libéria aumentava em cerca de 10% por ano desde 2005, enquanto a Guiné havia sido elogiada pelo FMI por suas reformas econômicas e políticas.
Agora, no entanto, o Banco Mundial estima que o surto vai custar Sierra Leoa US $ 163 milhões, ou 3,3% do PIB neste ano. Se a epidemia continua a se espalhar, o banco estima que o país poderia perder até 8,9% do seu PIB em 2015. Já a Libéria tem as piores estimativas: US $ 234 milhões, ou 12% do PIB deste ano. Na Guiné, o custo é de US $ 142 milhões, 2,3% do PIB.
A inflação também assola na região, impulsionada pela incerteza e fuga de capitais, enquanto taxas de câmbio sofrem com a volatilidade.
A agricultura contribui com 57% do PIB da Serra Leoa, 39% da Libéria de 20% e da Guiné. Esse é o setor da economia que mais enfrenta dificuldades, principalmente nas colheitas de arroz e milho, que acontecem entre outubro e dezembro. O medo da doença, a introdução do toque de recolher e as dificuldades de transporte de alimentos deverão ter um impacto significativo na produção, de acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas.
África Ocidental também é rico em ferro e ouro, e as empresas de mineração ocidentais têm uma forte presença na região. O setor contribui com cerca de 14% da economia da Libéria, que recebe empresas como a ArcelorMittal, Beija-flor, Chevron e Exxon & Total. Mas o país, onde mais de duas mil pessoas morreram em decorrência do vírus, fechou todos os principais postos de fronteira e introduziu um toque de recolher temporário em suas tentativas de conter o surto, o que agrava os setores de importação e exportação.
De acordo com o Centros de Controle de Doenças e Prevenção, órgão do governo dos Estados Unidos, os casos de ebola na Libéria e em Serra Leoa poderão subir respectivamente para 550 mil e 1,4 milhões até janeiro, se não houver intervenções adicionais.
O Globo

Silvano Silva ✔

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