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Pirata informático diz que ajudou líderes a ganhar eleições
sexta-feira, 1 de abril de 2016 Posted by Silvano Silva ✔

O pirata informático Andrés Sepúlveda afirmou, numa entrevista à Bloomberg Businessweek, que ajudou o Presidente do México, Enrique Peña Nieto, a ganhar as eleições de 2012, e interveio em eleições de outros oito países, como Colômbia, Panamá e Venezuela.
"O meu trabalho era fazer ações de guerra suja e operações psicológicas, propaganda negra, rumores, enfim, toda a parte obscura da política que ninguém sabe que existe, mas que todos veem", afirmou o "hacker" colombiano, numa extensa entrevista à revista norte-americana a que o Governo de Peña Nieto já reagiu, negando as acusações.
Sepúlveda, que cumpre uma pena de dez anos de prisão, explicou que ajudou a manipular as eleições de nove países da América Latina, mediante o furto de dados, a instalação de programas maliciosos ('malware') e através de burlas nas redes sociais.
Os países em causa são: Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador, Colômbia, México, Costa Rica, Guatemala e Venezuela.
O pirata informático, de 31 anos, ideologicamente próximo da direita, afirmou ter passado oito anos a viajar no continente americano a manipular as principais campanhas políticas.
Está preso na Colômbia por usar "software" malicioso, conspirar para praticar delitos, violação de dados e espionagem ligados às eleições desse país em 2014.
Na entrevista à edição digital da Bloomberg Businessweek, Sepúlveda garante que o trabalho realizado para a campanha Peña Nieto foi, de longe, "o mais complexo" que fez ecustou 600 mil dólares norte-americanos.
A fim de ajudar Peña Nieto a vencer as eleições, Sepúlveda disse que liderou uma equipa formada por seis 'hackers' que furtaram estratégias de campanha, manipularam redes sociais para criar falso entusiasmo e instalaram 'spyware' (programa informático de espionagem) nas sedes de campanha da oposição.
O Governo do México já negou hoje a realização de ações de espionagem e manipulação de opinião pública nas redes sociais durante a campanha presidencial de 2012, como assegurou o 'hacker', que disse ter sido contratado por partidários de Enrique Peña Nieto para garantir que teria vantagem nas primeiras sondagens da campanha presidencial.
"Rejeitamos qualquer relação da equipa da campanha presidencial de 2012 com Andrés Sepúlveda", defendeu o Governo mexicano num comunicado em que também se manifestou contra "o uso da informação e metodologia apresentadas pelo referido artigo".
Jornal de Notícias PT 

Silvano Silva ✔

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