Lideranças querem obreiro Silva Neto na política
O
atual diretor da unidade prisional do município de Sapé, Antonio da
Silva Neto, foi surpreendido neste domingo(08) por vários representantes
de comunidades da grande João Pessoa e presidentes de algumas
agremiações que realizam trabalhos de filantropia, os quais fizeram
convite ao sr. Silva Neto, como é conhecido, para que o mesmo ingresse
na vida pública , candidatando-se nas próxima eleições. Segundo alguns
observadores políticos, essas lideranças estão se embasando no trabalho
realizado por Silva Neto, a frente do presidio de Sapé, que está tendo
resultados positivos e já respingando em outros Estado da federação,
daí , é que tiveram a ideia de convida-lo a ser candidato e o
representante legal dessas instituições comunitárias.
A resposta de Silva Neto, é que vai consultar alguns amigos e se for o
caso amadurecer a deia. Pelo fato de ser um homem evangélico, também já
existe um acentuado movimento entre a família religiosa para que Silva
Neto, seja candidato nas eleições de 2014. Diante de algumas
manifestações analistas políticos chegaram a conclusão que na Paraíba,
está surgindo uma nova e forte liderança que poderá surpreende nas
futuras eleições.
Em Sapé: Ex-detento comanda presídio na PB e unidade se torna modelo no estado
Ex-presidiário, estudante de direito e diretor de uma cadeia
pública na Paraíba. Essa é apenas parte do currículo de Antônio Silva
Neto, de 46 anos, que vem revolucionando o sistema prisional paraibano
ao implantar um modelo de qualificação para os apenados e se tornando
referência internacionalmente. O diretor está percorrendo cidades
brasileiras e a Bolívia, na América do Sul, dando palestras sobre
administração prisional.
Sertanejo da cidade de Patos, a 300 km de João Pessoa, Silva Neto
(foto), teve a vida marcada por uma tragédia. Em 1991, um tiro acidental
disparado por ele vitimou a esposa. Na época, trabalhava como policial
militar e foi condenado a 15 anos e 8 meses de prisão, por homicídio
doloso, ou seja, com intenção de matar.
“Quando fui policial militar era muito violento. Meu objetivo era
matar e tirar os criminosos de circulação. Quando cheguei à cadeia,
conheci o inferno. Os presos batiam na grade e ficavam agitados com a
minha presença”, relembrou Silva Neto. Por ter um bom comportamento, o
diretor ganhou o benefício do regime semiaberto e cumpriu apenas 5 anos
dos 17 de condenação impostos pela Justiça paraibana.
Neto já trabalhou como vigilante da Assembleia Legislativa da
Paraíba (ALPB) por 16 anos e em 2011 foi nomeado como diretor da cadeia
pública, agora presídio de Sapé, a 55 km de João Pessoa, sob críticas de
setores da segurança pública. “Fui muito criticado por colegas que
integram a segurança, mas, graças a Deus, venho desempenhado meu
trabalho com sucesso e isso me fez ser convidado para participar de
seminários e palestras no país e até mesmo na Bolívia, abordando o
modelo de administração prisional”, comemora Silva Neto.
![]() |
| Foto: Material produzido na cadeia |
Dados da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmam
que o presídio de Sapé, é uma referência no quesito ressocialização.
Estão reclusos 168 apenados, porém, a capacidade da unidade é de 70.
Apesar da super lotação, não há registro de rebeliões ou tumultos. Todos
frequentam a escola e cursos de qualificação profissional.
![]() |
| Foto: Hortaliças cultivadas na ressocialização |
“Há 100% de frequência. Eles estão nos ensinos fundamental e médio e
realizam cursos de culinária, pintura, artesanato, horta e confecção de
produtos de limpeza. Outro dado importante é que temos o melhor índice
de reincidência. De 100 presos liberados, apenas 2 retornam”, enfatiza
Silva Neto.
![]() |
| Foto: Presos em oração Blog do reporteriedoferreira |









Nenhum comentário: