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Ensino superior recebe mais mulheres do que homens
terça-feira, 4 de novembro de 2014 Posted by Silvano Silva ✔

Segundo o Censo 2010, das 400.653 pessoas que cursavam universidade na PB, 56% eram do sexo feminino.  

RizembergFelipe Rizemberg Felipe
Somente em 2010, das 400.653 pessoas que cursavam o ensino superior, 56%, o equivalente a 228.152 pessoas, eram mulheres
Conquistas como emancipação financeira, melhores espaços no mercado de trabalho e a possibilidade de melhor qualificação têm feito com que cada vez mais mulheres ingressem no ensino superior, chegando a superar a quantidade de homens com essa escolaridade. Somente em 2010, das 400.653 pessoas que cursavam o ensino superior, 56%, o equivalente a 228.152 pessoas, eram mulheres. Os dados são referentes a pessoas com 25 anos ou mais e fazem parte da pesquisa 'Estatísticas de Gênero: uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010', do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda conforme a pesquisa, essa é uma tendência que se perpetua com o passar dos anos. Conforme dados do IBGE relativos ao ano 2000, do total de pessoas que cursavam o ensino superior, 185.232 pessoas, 59.6% eram mulheres, o equivalente a 110.509 pessoas.
Para o diretor do campus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Francisco Mendonça, a presença maciça de mulheres nas escolas de ensino superior se deve a fatores que passam pela conquista de direitos e têm seu cerne na sua busca pela independência. “As mulheres têm, cada vez mais, buscado seu espaço e nos últimos 10 anos isso tem se tornado ainda mais evidente. A mulher, a partir do momento que começou a conquistar seus direitos, percebeu que pode ser independente, principalmente financeiramente, e o reflexo disso é o sistema social em que estamos vivendo. As mulheres esperam mais ter sua independência para poder, por exemplo, casar e ter filhos”, comentou.
Na UEPB, é possível se observar isso com bastante evidência, conforme o diretor do Campus V. Segundo ele, houve uma quebra de preconceitos inclusive em campos de trabalho que eram, em outros tempos, mais característicos dos homens.
“Vemos, atualmente, mulheres em reitorias de universidades, mulher presidente do nosso país, mulheres engenheiras e ocupando áreas das ciências exatas. Vemos cada vez mais mulheres galgando espaços de destaque em instituições e isso é reflexo dessa busca cada vez maior delas por sua emancipação”, complementou.
REALIDADE É OBSERVADA EM SALA DE AULA 
E nas universidades os alunos observam essa propensão de mulheres cada vez mais ocupando as salas de aula das instituições. O estudante de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Iury Gomes é um desses. Ao ser questionado quanto à presença de mulheres nas universidades, ele prontamente afirmou: “com certeza tem mais mulher”. Em sua opinião, ao observar a realidade do seu curso, isso se deve ao interesse delas pela área. Ele ainda destacou que, no decorrer da profissão, também tem áreas que elas ocupam de forma mais ampla. “Tem algumas especialidades na Medicina que têm um certo preconceito caso os homens cursem e, assim, acabam tendo mais profissionais do sexo feminino por esse motivo”, comentou.
A estudante de Medicina Liana Lima, comentou que acredita que isso não seja uma tendência, visto que ela acredita que sejam equivalentes os números de alunos. “Eu não vejo isso no meu curso, mas acho que a área de Enfermagem deve ter muito mais mulher, assim como a área de Engenharia deve ter mais homens. Eu acredito que é mais para uma questão de identificação”, disse.
A estudante de Ciências Sociais Estefane Dantas não vê muita diferença. “Eu acho que quando entramos no curso muitos homens entram também, ficando quase que equivalente. Mas tem um porém, com o passar do tempo eu acho que eles abandonaram mais o curso. Agora que estamos terminando vemos mais mulheres”, afirmou.
  Othacya Lopes/JPB

Silvano Silva ✔

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